Natalie no Afeganistao

Bom. A Natalie entrou no Afeganistao, assim como eu ja expliquei meio sem se preparar. Ja estava no Paquistao ha uns meses, e nada mais natural do que cruzar a fronteira, nao é mesmo? 🙂 Só que dessa vez, ela nao podia ir sozinha, afinal o Taliban não permitia mulheres desaconpanhadas visitando o pais. A ideia dela entao, esperar na fronteira e entrar com algum ocidental que aparece com a mesma ideia. Eventualmente, apareceu Ian, un Ingles, uns 20 anos mais velho que ela.

Entraram, e logo no começo ja foi dificil arrumar lugar para dormir, pois ninguem queria hospedar ocidentais, por medo de ter problemas. Quando finalmente conseguiram arrumar um lugar para ficar, começaram a conversar sobre uma estoria que estava rondando o paquistao de um casal ocidental que tinha sido estuprado pelo Taliban enquanto visitavam o pais. Estavam debatendo se a estoria era verdadeira ou nao, quando de repente alguem comeca a esmurrar a porta. Os dois entram em panico, e o Ian, ja da o primeiro sinal do tipo de companhia que ele ia ser: se esconde no banheiro! Nath fica desesperada, pois como mulher nao deve abrir a porta. Continuam esmurrando a porta, ela gritando com Ian, ele dizendo que nao sai do banheiro. ela sem opção entao vai. Do lado de fora 6 soldados. Com armas, olhos bem negros, pintados embaixo… tentam forçar a porta, ela a segura com toda sua força… ela grita que é mulher, que eles nao podem entrar, que ela é turista. O ” irmão” ta no banheiro, eles gritam que querem ver o passaporte. Ela fecha a porta dizendo que vai buscar. Coraçao batendo, encontra os passaportes, vai ao banheiro, mas Ian nao quer sair de la. Ela implora para ele ir entrega-los mas ele diz que nao. Entao, ela vai, e quando abre a porta, os 6 começam a gargalhar. Estavam tirando um sarro dos turistas. Ela. Bom, ela foi hang out com eles no outro lado da rua, e deixou o Ian para tras.

Segundo, Nath, o Taliban, são jovens que querem uma vida melhor, e ela não desgosta deles. São vitimas. Os mullah sim, eram aterrorizantes, mas o Taliban novinhos não. Perguntei se ela tinha ido ao famoso estadio onde as pessoas eram executadas. E ela me disse que sim. Foi levada para assistir um jogo de Buzkashi ( uma outras estoria para um outro post). Para isso fingiu ser jornalista, e teve a coragem, ou irresponsabilidade de levar uma maquina fotografica. Alguns Taliban posaram, outros tentaram chicotea-la. Ela saiu correndo.

Diante dessas estorias perguntei, mas Nath voce nao ficou com medo? Ela parou, pensou, e começou a contar. “Um dia eu tava com uns amigos Afegaos quando enfiei a mão na meu bolso e achei um pouco de maconha. Eu fiquei chocada, pois achei que ja tinha me livrado de tudo antes entrar no Afeganistao. Mas como contei aos Afegaos, eles resolveram que queriam fumar. Eu fiquei um pouco apreensiva, mas eles me garantiram que se subissimos os 1001 degraus, ficariamos num lugar onde se ve longe, e poderiamos perceber caso o Taliban se aproximasse. Subimos. E de fato de la via-se longe. Comecamos a fumar, e de repente eu entrei numa paranoia. E se isso for uma emboscada? E se formos pegos? E se eles forem pegos e contarem que fui que eu que tinha a maconha???Eu vou ser morta no Afeganistao!” Pediu para ir embora, desceram, entraram num carro e começaram a dirigir, entraram num campo de romãs e de repente o carro quebrou. Ian, como sempre foi o primeiro a se oferecer para ir procurar ajuda ( leia: sair dali). “E de repente, eu pensei ‘what the fuck’ eu estou com 4 Afegaos no meio de um campo de roma, sozinha no Afeganistao! ” O unico momento de lucidez ( ou nao) da Nath foi quando ela tava “high” num campo de romãs no Afeganistao 🙂 E ela teve medo, e disse aos Afegaos, que estava com medo, que nao fizessem nada com ela. Eles mandaram-na relaxar. E a levaram embora.

Para o Ian aquela noite tinha sido demais. Ele resolveu que queria ir embora. Nath, nao satisfeita, ja estava querendo visitar os territorios da Alianca do Norte. Com Ian deixando o pais, ela nao podia ficar. Pensou em colocar uma burca e ficar incognita. Seu amigo afegao pensou em deixa-la ficar em casa. Depois temeu pela vida de todos. E ela teve que partir a contragosto. 3 Dias depois os EUA atacaram o Afeganistao. Nath, estava perdida numa montanha no Paquistao, levou semanas para ficar sabendo.

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Dos Viajantes do Mundo

Hoje eu quero falar da Natalie, Australiana que eu conheci em Rishikesh. Logo na primeira noite em que chegamos fomos jantar num pequeno restaurante Nepales a beira do Ganjes. O restaurante era todo feito de Bambu e havia uma mesa que contornava todas as paredes ( eu sei que nao ta muito bem explicado :). A volta dessa tabua havia almofadas. Chegamos cedo, o restaurante ainda estava vazio e pudemos escolher portanto, o lugar que se tornaria o nosso preferido: perto de uma arvore ( dentro do restaurante) e de frente ao Ganjes. Sentamo-nos e logo depois apareceu um casal de dread locks, roupas etnicas, bonitos, que nos cumprimentaram enquanto sentavam nao muito longes de nos. Nem sei como foi, mas de repente estavamos conversando, e logo em seguida mudamos-nos para bem perto deles. Natalie e Andras ( pronunciado Andrash). Ela Australiana e ele Hungaro.

Logo de cara eu fiquei fascinada por ela. Seu estilo, sua calma, seu jeito de falar. E eu de cara percebi que ela era uma pessoa com muitas estorias para contar… mas dessas pessoas que vive uma vida tão espetacular o tempo todo que já nem percebe mais o espetáculo da vida, afinal esses momentos que para nos parecem absolutamente fantasticos, sao para elas o dia-a-dia. Natalie era assim, tinha viajado o mundo por anos, e nem sabia muito bem há quantos anos viajava ou em quantos lugares tinha estado. Não é nem que ela achasse essas perguntas tolas, ela simplesmente não tinha parado para pensar. Ficamos amigas imediatamente. E eu perguntei tudo e mais um pouco nos dias que se seguiram.

Natalie viaja há uns 14 anos. Quando tinha 18 teve um namorado que tinha viajado o mundo afora, e ela adorava ouvi-lo falar dos lugares onde tinha estado. Num certo dia depois de muito ouvir, decidiu que ela ia ve-los tambem. Ia passar 3 meses viajando. E assim, nao mais que de repente os 3 meses viraram 3 anos. Como? “Eu ia indo, fazendo arte, crafts, ficando na casa das pessoas que eu conhecia pelo caminho, pegando carona….” E de fato, ela chegou a America do Sul de carona num yacht. Foi parar na Colombia, onde passou 8 meses. Arrumou um namorado, e saiu de la deportada por ter ficado alem do que era permitido no seu visto. Viajou grande parte da America do Sul. A Colombia continua sendo para ela, um dos seus lugares favoritos. E pelos colombianos ela tem um grande amor.

Depois desses 3 anos, ela voltou a Australia, e nunca mais ficou um ano inteiro em casa. Passava 6 meses em casa, 6 meses na Asia. Ja tinha estado na India dezenas de vezes, mas ela gostava mesmo era do Paquistão, onde tinha estado 6 vezes sozinha. “Como sozinha Nat? ” As pessoas são maravilhosas no Paquistao, eu sempre sou acolhida nas suas casas!” “Voce nunca teve problemas ??? ” Nao, eu adoro os paquistaneses”.

A essa altura, eu ja meio brincando, pergunto a ela “e o Afeganistão? ” Eu fui ao Afeganistão num visto do Taliban, um pouquinho antes do Afeganistao ser atacado.” Ela nao podia entrar sozinha como mulher entao, ficou na fronteira esperando alguem que fosse entrar para entrar junto. E assim, ela entrou com um total desconhecido, num país onde mulher não tem la muitos direitos. ” Nat, o que voce foi fazer la????” ” Fui ver. Todo mundo dizia que as mulheres eram apedrejadas na rua, que isso e que aquilo e eu quis ir la ver se aquilo que aparecia na televisao era mesmo verdade”. E oque ela viu? Bom isso fica para o proximo post, por que a visita dela ao Afeganistao é digna de um filme.

No entanto, sobre o que eu queria escrever nesse post, é sobre o sentimento que desperta em mim encontrar pessoas como a Natalie. Encontrar pessoas como ela me faz questionar a realidade do mundo que acreditamos existir, e do mundo que de fato existe. O perigo real, e esse que nos é imbutido. Eu mesma viajei a Bolivia, o Peru, o Marrocos sozinha contra todo tipo de conselho. Em todos os lugares eu me senti perfeitamente segura. Podemos debater é claro que o sentimento de segurança é abstrato. Mas será que estes reports também nao o são? É claro, que ela é meio maluca de se meter nesses lugares sozinha e sem muito preparo. Mas seria a vida dela de pura sorte? 14 anos de pura sorte? Ou será que no que muitos chamam de ingenuidade está a capacidade dela de realmente conhecer o outro? Não o outro que trabalha no hotel, mas o outro na sua casa, comer da sua comida, beber da sua agua. São perguntas. Eu nao tenho as respostas. O que eu sei, é que esses encontros, assim como as minhas viagens sempre me fazem perceber como o mundo que nos é pintado é muito distante do que deve ser o real.

Das Coisas Estranhas na Índia

Passamos uma semana em McLeod Ganj, vilarejo ao norte da Índia onde reside Sua Santidade Dalai Lama. Por total acaso, tivemos a sorte de chegar la para 5 dias de ensinamentos dele. Neste post no entanto, não vou escrever sobre isso, pois esse é uma tema que exige mais tempo. Quero escrever de um evento banal, e engraçado que aconteceu enquanto passeava pelos arredores de Dharamsala.

Enquanto viajei a Índia conheci muitas pessoas interessantes. Ainda quero muito falar delas. Em particular da Natalie, australiana que ha 14 anos viaja a Asia. Isso no entanto, também não e importante para esse post. O importante e que eu conheci em McLeod duas brasileiras logo no primeiro dia em que cheguei, Natasha e Julia, e que acabamos ficando amigas.

Numa certa noite, fui com Julia, ouvir uns dinamarqueses tocar violão. Fomos a um bar, e todos nos pegamos um instrumento de percussão para tocar ( alias esse é o problema dos instrumentos de percussão, qualquer pessoa acha que pode toca-los :). Quando o bar fechou, decidiu-se que iriamos a Bagshu, vilarejo vizinho, pois la os bares ficavam abertos até tarde( entenda-se alem das 10 da noite). Como Julia me garantiu que encontraríamos um Rikshaw mais tarde para voltar seguimos os músicos e fomos para o tal vilarejo vizinho. Chegamos em um bar repleto de Israelenses, alias a India é cheia deles, até fiquei na dúvida se haveria algum sobrando em Israel 🙂 Tocavam, dançavam, cantavam, oque alias impediu os Dinamarqueses de tocarem. Sentamos-nos portanto, numa mesa e ficamos um tempo la ouvindo aquela barulheira. Imaginem : tudo que eh tipo de tambor, misturado com didjeredoo, violoes e instrumento de toda a sorte tocando juntos sem nenhum critério ou regente. Como eu tinha que acordar cedo para ir a Siribadhi, e a música era um terror, quando era mais ou menos 1 da manha resolvemos partir.

Naturalmente a essa hora não havia nenhum rikshaw, como eu já deveria ter desconfiado! Nos tão-pouco tínhamos lanterna, e o breu era total! Por sorte encontramos um grupo de australianos e resolvemos andar com eles de volta a McLeod Ganj. Eles também não tinham lanterna, mas em 7 ficamos mais tranqüilos. Começamos a andar, e de repente começamos a ouvir latidos que vinham de todos os lados. Eu que não me vacinei contra raiva comecei a ficar tensa. E de repente vários cachorros ( uns 30) começaram a aparecer de tudo que era lado, e a vir em nossa direção. Eu meio com medo que nos atacassem, não sabia nem o que fazer, nem o que pensar. Fiquei parada. Para minha surpresa, no entanto, eles não fizeram nada, ou melhor, eles nos rodearam, e começaram as nos acompanhar. No começo nos não entendemos nada. O que aqueles cachorros estavam fazendo ali? Mas eles foram andando conosco o tempo todo. Uns iam para frente, olhavam, latiam, voltavam, sem nunca nos deixar sem um circulo completo a nossa volta. Andaram conosco por uns 20 minutos. Quando estávamos finalmente chegando a McLeod pararam. Então, um único cachorro seguiu conosco mais um pouco, mas assim que os cachorros de McLeod começaram a latir, ele parou. Pronto, já tinham nos escoltado de volta. É acho que os cachorros na India também reconhecem os gringos 🙂

Macaco- parte 1

Eu sempre gostei de macaco. Mais precisamente dos ” Great Apes” Os gorilas, chimpanzes, os bonobos, orangutangos e ate dos gibons. Tive que ler muitos livros na minhas aulas de evolução sobre primatas, e é claro inevitåvelmente sobre a Jane Goodall, Diane Fossey, Franz de Wall, dentre outros que estudam e viveram entre os macacos. Ja assisti varios filmes, sobre os apes, sobre macacos, mandris ( sera que e esse o plural de mandril?), e quase sempre se aprende que nao se deve mostrar os dentes, ou olhar muito nos olhos deles. Eu sabia tudo, mas quando estive cara a cara com um, esqueci de tudo isso.

Pegamos um onibus, de New Delhi para Haridwar. Bom, pegar um onibus ja é em si uma grande saga, pois os motoristas de rikshaw sempre te enrolam. Convencem voce a ir num escritorio para turistas do governo, que obviamente nao é governamental, mudam o preço no caminho, não te levam onde voce quer ir, e ainda inventam um milhão de estórias. Depois de pegarmos 2 Rikshaws para chegar a um lugar do lado de onde estavamos, depois de visitarmos umas agencias, explicar que nao queriamos taxi, que queriamos a rodoviaria, conseguimos depois de horas chegar finalmente a ISBT (rodoviaria) . De fato, os onibus locais eram um lixo . E por isso todos os indianos que passavam por nos queriam nos levar a uma agencia “governamental”. Nao precisa mais de uma visita a uma delas, para resolver nao seguir mais ninguem.

Eventualmente achamos uma pequena agencia, e entramos. O homem nos vendeu passagem para um onibus “deluxe” para ir a Haridwar, nos garantiu que seria facilimo chegar de la a noite a rishikesh, e nos disse que o onibus partia em meia hora. Compramos a passagem, e sentamos para esperar. A tal meia hora virou uma, e depois de sermos levados ao tal onibus ( que nao tinha nada de luxuoso), tivemos que esperar mais uma hora ate o onibus lotar.

Eu era a unica mulher no onibus e eu e o haiko os unicos nao-indianos. O onibus era imundo, o banco ou nao abaixava, ou nao subia 🙂 O motor fazia um barulho ensurdecedor, e eu mesmo de tampao de ouvido nao conseguia acreditar na barulheira. Nas estradas como eu ja disse, todos buzinam o tempo todo, se ultrapassam, vao na contramao, aparece vaca, touro, cachorro e o que mais se puder imaginar. umas 8 horas de viagem para percorer uns 300 km. Eh tudo meio assim. Dentro do onibus cada um com seu celular tocando uma musica indiana diferente, e sem fones de ouvido. Eu morrendo de vontade de fazer xixi, e naturalmente o onibus nao parando.

Parou eventualmente, depois de umas 6 horas no Cheetal Deer Park, e fomos finalmente ao banheiro e comer. Pedi uns chapatis com manteiga, e haiko pediu nan. Nada de muito elaborado para nao passar mal ja no primeiro dia 🙂 Sentamos-nos e enquanto comiamos, um macaco enorme apareceu. Eu vi ele chegando, andando devagar, e de repente subiu na minha mesa. Olhou bem no meu olho e bem devagar puxou o meu prato. EU fiquei enfeiticada, esqueci tudo que eu devia fazer e fiquei so olhando. Ele me olhou, acho que medindo a minha reacao, minha respiracao e coracao pareciam ter parado, ai ele pegou um chapati por vez, com sua maozinha pequena, e eu so olhei. Nunca tinha estado tao perto de um macaco. Ele estava quase me tocando. Depois que ele pegou todos, e me deixou com oque estava na minha mao, partiu. Ficamos ali, os dois perplexos, totalmente sem palavras. Tive um acesso de riso. E percebi que eles nao foram na mesa de nenhum indiano so na nossa. Na India ate os macacos reconhecem os gringos!

A India

Cheguei da Índia ontem. E nem sei por onde começar. A Índia é intensa. Ela desperta todas as suas emoções, da loucura a completa paz. Seus sentidos são estimulados o tempo todo, e quase tudo é diferente. Os cheiros, os costumes, as pessoas, a sujeira, a beleza, as cores, os bichos, e o incrível barulho. Tudo na Índia eh intenso. E os encontros, ah os encontros… eles são profundos.

Ha momentos de completo desespero, com um milhão de carros, bicicletas, ônibus, rikshaws?, caminhões todos buzinando ao mesmo tempo. Buzinas de todos os tipos, todos os tons, todas as melodias… e elas tocam, gritam, esperneiam o tempo todo… e ao poucos , com os dias passando você vai se esquecendo delas, nem se quer presta mais atenção, e elas parecem perder sua função.

Na verdade, eu não posso dizer A Índia, eh quase tao vago como dizer o Brasil. Afinal, existe mil Índias dentro da Índia. E eu só visitei duas delas. Rishikesh e Dharamsala ( Mc Leod Ganj). As duas ao norte perto do país. Rishikesh é considerada a capital da Yoga no mundo, e Dharamsala, mais precisamente McLeod Ganj, é a cidade onde o governo no exílio do Tibete está. A primeira uma cidade Hindu, enquanto a segunta é mais Budista ( graças ao tibetanso que lá estão).

Eu pretendo escrever em detalhes, contar das mil estorias que vivi na Índia. Vou escrever dos macacos, dos cachorros, do astrólogo/médium que eu conheci, da cerimonia Hindu elaboradissima feita para mim num templo a beira do Ganges, da Australiana que viaja ha 14 anos a Asia vivendo 6 meses na Austrália 6 meses fora, da emoção que foi ver SS Dalai Lama de pertinho varias vezes, de ter escutado seus ensinamentos, penado para entender de fato o budismo, das conversas com os lamas, ao encontro privado com SS Karmapa.

Enfim, a viagem foi intensa, foi cansativa, e foi maravilhosa. Conheci pessoas incríveis de quem ainda quero escrever. Se antes eu estava me sentindo meio sem assunto, agora os assuntos sao demais. Pois na India é tudo assim: tudo em abundancia.