Um barco pela Amazonia

Sempre escrevo em inglês porque a maior parte dos meus amigos e família falam inglês e grande parte dos meus amigos não falam português. No entanto, tem quem é daqui e quer saber dessa viagem. Não sei traduzir, ou melhor acho muito chato. Então escrevo algo misturado do inglês com o novo.

Estou num barco indo de Manaus para a tríplice fronteira. Brasil Peru e Colombia. Minha última impressão de Manaus foi desfeita pela minha não desistência de ficar.

Parti com amigos lá. Parti já conhecendo a senhora do café da manhã, com convite da cobradora do ônibus para voltar e ficar em sua casa. Parti já sentindo saudade.

Estar no barco acalma. Nesse exato momento passa um video do Alexandre Pires:) Estou na frente da pequena venda, do outro lado tá a quadra de futebol.

Acabo de almoçar. Comi bem. Arroz, feijão e frango. Faz calor e o vento continua aliviando. Dormir na rede é maravilhoso. São sete dias nesse barco, navegamos pelo rio Solimões. Saímos do Rio Negro e vimos o famoso encontro das aguas.

Meu capitão é um senhor que se chama seu Manuel. Alem de me explicar tudo sobre os rios navegação me explicou também que a quadra está aqui para que os funcionários tenham alguma diversão.

O barco não é mais usado para transporte de pessoas. Com passagens mais baratas e o tempo tão longo menos pessoas vem. Pegam lancha ou aviao. A principal função desses grandes barcos são agora de transporte de carga para os vilarejos.

Fiquei amiga da Angélica que é filha de uma peruana com um manaura. Sua mãe fugiu do Peru para Manaus e passou 37 anos sem ver os pais. Se re-encontram esse ano. Angélica tem muita vontade de ir conhecer seus avós em Lima. Seu marido a traiu e ela está no processo de deixa-lo. Faz 3 dias que disse chega. 2 anos que ele não é realmente marido.

Mas na vida do Brasil tudo corre e ela já conheceu um homem mais jovem, interessante. Não quer casar nunca mais. No entanto, já se apresentou um homem mais jovem, mais delicado. Apesar de toda traição e dor fala com adolescente de um novo homem que conheceu.

Mirza, também trabalha aqui e já me convidou para ficar na sua casa em Tabatinga.

Eu gosto tanto do barco. De repente, a inicial apreensão de entrar num barco por 7 dias se desfaz. Se dissolve como uma mandala desfeita.

O barco. Vou ver mais a mata. A famosa samauma que nos rodeia. Seu Manuel me mostra todas as arvores. Explica-me o valor de uma arvore de açaí, uma arvore de pupunha.

Quando pergunto como sobrevivem nos pequenos vilarejos na beira do rio,, me diz.

“Com peixe, açaí e pupunha ”

Todas as casinhas a beira do rio são coloridas. Sempre tem uma igrejinha.

Dias já passaram de quando eu comecei a tocar. Sem sinal. Tantas histórias para contar. Estamos ja na terceira noite. Conto muito mais depois.

Seu Manuel conduziu Jacques Cousteau pela amazonia. Um senhor que me explica tudo. Já gosto muito desse barco.

Ju

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