Venezuela e Brasil- Guerra Civil Ou Econômica?

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As pessoas do Brasil vivem me perguntando porque vim a Venezuela.

Respondo a verdade que vim para subir o Monte Roraima.

“Quando volta? Porque está ficando mais tempo. Já que já subiu.”

“Não sei quando volto. Talvez quando o dinheiro que eu tirei no Brasil e troquei no dia 18 de fevereiro acabar.”

“Mas porque você quer ficar numa ditadura, sem liberdade, num país que é perigoso e é até considerado pelos EUA uma ameaça a eles. ? Vai ter uma guerra civil aí.! Quanto de dinheiro vc tirou e da para ficar quanto tempo?”

Bom, então para eu responder essas perguntas melhor fazer esse post….

Talvez a coisa mais cara que tenhamos feito foi subir o Monte Roraima. Todo mundo deve saber que a economia aqui está colapsada. Na prática isso quer dizer que troquei 1 real por 55 bolivares. A última vez que vi, há duas semanas no mercado negro de santa elena aqui na net, dizia-se que 1 real já era 71 bolivares.

Ou seja, vc troca mil reais e sai com sacolas de dinheiro. Troquei meu dinheiro na fronteira. Verifiquei e de fato tive o melhor cambio do dia. A próxima pergunta sempre é: ” mas tudo não aumenta de preço toda hora?”

Até agora não. Todos que vinham do norte da Venezuela explicaram que lá do outro lado tudo era mais barato. Em Santa Elena tudo era inflacionando por causa do turismo do Brasil e graças ao contrabando do petróleo.

Ainda que 99% por cento das pessoas do Brasil acharem que ir ao Norte da Venezuela fosse uma loucura quisemos vir. Mesmo porque tínhamos muito dinheiro depois de passar 7 dias no Monte Roraima, e muito tempo em Santa Elena. Além do mais eu nunca acredito muito no que está na Mídia. Queria ver como era para esse lado. E já que trocar aquelas sacolas de bolívares para real de volta não faria nenhum sentido, também assim não veríamos a verdadeira Venezuela.

E aí o que temos descoberto depois de cruzar a Venezuela? Nossa, muitas coisas.  Quase todas tentamos verificar. Por jornais ou varias pessoas.Nem todas meio por preguiça.

Não tem como dizer que não tenha insatisfação da classe media alta nas grande cidades. Tampouco se pode dizer que não haja MUITOS chavistas aqui.

Por que isso?

Vou enumerar as razoes que as pessoas dão aqui. Nas palavras delas.

1.” A oposição diz que quer democracia mas quando perde a eleição não aceita o resultado e diz que foi manipulado. Não há sistema mais confiável que o da Venezuela que é eletrônico e mecanico.”

(Pesquisamos. De acordo com a Forbes parece mesmo. Aqui http://www.forbes.com/sites/forbesleadershipforum/2013/05/14/venezuelas-election-system-holds-up-as-a-model-for-the-world/)

2. “Os países Imperialistas dizem que aqui a Mídia é censurada mas a única coisa que se passou foi a não renovação da licença do canal. Todos os países tem concessões com período definido.”

( aqui no meu hotel tem CNN, o Chavez del 8 e Chavez el Comandante, e mais um milhão de canais.

Aqui sobre a não renovação do canal RCTV

http://www.theguardian.com/media/2007/may/23/venezuela.broadcasting

3. “Graças a Chavez as crianças tem internet em todas as escolas e ganham um computador quando entram na escola.”

(Perguntamos a muitas mães

e disseram que é verdade. Aqui na BBC http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/7642985.stm

Também conseguimos entrar em todos sites que quisemos ver.”

4. “Agora há saúde publica de graça. Direito a licença maternidade. Aposentadoria e empréstimo de dinheiro sem precisar mostrar que já tem.”

(Parece ser verdade mas não fiz pesquisa. É o que as pessoas dizem.)

5. Antes não havia controle de pesca de grandes companhias e não havia peixes para pescadores autônomos. Agora há peixes na costa. Qualquer um pode pescar.

( a ser verificado.)

6. “Dizem que falta remédio mas ainda existe fora das farmácias. Isso acontece pq Chavez colou valores limites o que leva a industria farmacêutica esconder  remédios para vender por fora. As vezes são abertos depósitos com remédios vencidos. Isso também é parte da guerra econômica. Acontece com a comida e o petróleo”

(Confesso que não pesquisei)

7.” A direita diz que Chavez dava petróleo a outros países. Isso é mentira. Chavez fazia escambo. petróleo por comida, remédio, médico etc.”

8. “Chavez era um homem muito politizado e a favor da educação para todos. Criou a constituição de bolso para que todos soubessem seus direitos, além de ter tornado livros mais acessíveis.”

9. “Chavez cancelou e refez todos os contratos com as empresas que exploram petróleo. Usando termos mais favoráveis ao pais. Há empresas que assinaram esses contratos. Agora o perigo vem do fato que a Exxon assinou um contrato com a Guyana para explorar petróleo num território disputado pelos dois países.”

(https://www.google.co.ve/url?sa=t&source=web&rct=j&ei=Kl0IVd71C8SnyASqsYGIDA&url=http://www.kaieteurnewsonline.com/2015/03/14/exxonmobil-oil-drillingtensions-rise-as-venezuela-issues-subtle-threat-to-guyana/&ved=0CDIQFjAG&usg=AFQjCNGCqptcE2uKIQTOXTPGeRcJZS0A-g

………….

Bom, tem tanta coisa que as pessoas dizem que é difícil de não entender porque tantas pessoas amem e odeiem el Comandante.

Conheci uma Francesa que mudou para cá há 5 anos. Perguntei a ela se gostava do Maduro. Ela que mora em Caracas disse que era Chavista então sim, melhor do que os outros de antes para população geral, disse ela. Pior para quem gosta de sociedade estratificada, concluiu.

“Você teve esse bebê aqui? Faltam as coisas no supermercado e farmácia, há filas? Violência em Caracas? Vc fica brava?”

” Sim. Há hospital privado e público. Minha irmã que veio visitar foi no hospital público também e pode usar e não pagou nada. Todo mundo odeia fazer filas. Elas existem porque tem gente que compra muito para revender. E gente que tem dinheiro e paga mais para não fazer fila. Mas novos sistemas estão sendo desenvolvidos para não permitir alguns lucrarem da falta do resto.

“Mas você odeia as filas!”

“Sim. Mas não o sistema. Para população geral é melhor. Claro que para quem quer viver numa sociedade desigual é o pior lugar do mundo.”

” você como francesa gosta então do Chavez.”

“Claro. Chavez é único. Lutou pelo seu povo. Pela unificação da America latina. Mudou a vida de toda uma população. Trouxe consciência de justiça a todos. Por isso é amado e odiado.  Por isso seu governo continuará sempre ganhando. O povo agora sabe seus direitos.”

Por isso quando me perguntam quando volto para o Brasil nunca sei responder. De fato, não sei, aqui parece ter muito menos ódio que no Brasil nesse momento.  O dinheiro que troquei um mês atrás, que eu achava que dava para umas 2 semanas, não foi usado nem metade. Não me falta nada. Todos os dias eu gasto metade do que seria possivel para ficar ate o final do mes.

Nunca sentimos medo. A vida corre tranquila num pequeno vilarejo a beira mar fundado em 1600. Cada dia as pessoas te contam mais sobre suas vidas já que percebem que você está aqui faz muitos dias. No final de semana aparecem turistas locais que tem dinheiro para pagar hotel. Esses, é claro, odeiam o governo.

Quanto a guerra civil parece mais possível no Brasil do que aqui. Aqui nas ruas as pessoas falam o que querem e não vi ninguém brigando com elas como vi nos videos do facebook dos protestos no Brasil.

Meu conselho continua sendo sempre o mesmo: Não acredite nem nisso, nem na globo vá no lugar e veja sozinha/o. Em geral vai perceber que a verdade vem da história pessoal e não dos escritos que são financiados.  Jornal a cada dia parece mais que é feito para nos des-informar.

De qualquer maneira sabendo que o salário minimo não é nem 7 mil bolivares fico sempre me perguntando essa enorme aprovação de tantas pessoas pobres do Chavez é um milagre , falta de sentido ou muita consciência política? Sei lá.. Vem ver e me conta. Que é impressionante isto é.

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“De Los Buses a la Playa” e possível Governo por decreto

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Cruzamos a Venezuela para chegar as famosas praias. Muitos nos disseram para ir a Los Roques e outras ilhas. Devem ser lindas mas tão exausta do desmatamento la do sul da Venezuela e do estado de Roraima no Brasil desisti quando vi que as ilhas pareciam muito secas. De fato o mar era do Caribe mas não estávamos com vontade de ir parar num lugar só de turistas estrangeiros e com pouca possibilidade de fuga, a não ser um avião que dizem que tem passagens escassas.

Então pegamos um onibus de Santa Elena para Puerto Ordaz. 12 horas de onibus pela noite. Na rodoviaria tinha militares armados mas nao pareciam perigosos. Havia muitos brasileiros e poucos onibus. Ali ficamos amigos de um filosofo do Pará que estava voando por 100 reais para Cuba. Como era do PCdoB, vulgo partidão, tinha arrumado um jeito muito barato de se hospedar na terra de Fidel.

Já diria Adenilson era um verdadeiro “CoMIMnista”. Nos deu aula sobre o grao Pará por quase toda viagem e chamou uma amiga para busca-lo em Puerto Ordaz. A mãe da amiga veio, e ofereceu nos hospedar também, ele bebeu sua cerveja e, nem se quer se ofereceu para dividir a refeiçao da Amiga. Nós claro, que o fizemos afinal, em puerto ordaz terra industrial e de minérios falta tudo. Talvez nada disso tivesse me afetado tanto se não tivesse querido dar aula sobre a maldade de todos os muçulmanos que conhece só pelo youtube. Ou talvez tenha sido o fato que tenha metido pau em religiao e queria fazer tatuagem de nossa senhora. Ah…. das incongruências dos “Comunistas cristãos”

Dali partimos vendo uma cidade infeliz e tomamos o segundo onibus por mais 12 horas. Ha muito do que dizer desse onibus mas o mais marcante foi ver o principio da criacao do Seu Macedo no nosso onibus. Nos chamava para rezar em coro. Participar em repetição demonstrando nossa fé em jesus para que o onibus não sofresse um acidente. Por fim vendia filmes dele pregando.

Eventualmente chegamos a Maracay. Lugar muito mais tranquilo. Povo calmo. E entao encontramos o nosso onibus para Choroni.

Este realmente me lembrou a India. Mas tinha uma diferença radical assim que se lotou. Com todas as janelinhas abertas, apertadinhos como sardinha o mororista deu partida e de repente explode o “papaparapará” da salsa! Tivemos um acesso de riso. Os metais altissimos, a musica alegre. Pensei ” Pode até ser que o pais esteja em guerra em algum lugar, aqui estamos indo “a la playa”, estamos em ritmo de caribe.” Todo mundo do onibus era das cidades próximas e estavam indo passar final de semana na praia. Jovens, alegres que definitivamente nao eram da alta classe.

Nosso motorista amava sua buzina e as vezes buzinava em contraponto dos trompetes.

Subimos uma montanha, entramos no parque Henry Pittier, fomos a quase 2000 metros, passamos frio, demos a volta e descemos tudo de novo do outro lado. Chegando ao nível do mar passamos em altíssima velocidade pela ruas estreitas de Choroni, que era a cidade de cima, fundada em 1616. Toda bonitinha. Casas coloridas de adobe, calçamento de pedra. Descendo está Puerto Colombia que fica a beira mar. Durante o final de semana é lotado. Agora fica calmo.

Num lugar que falta tudo achamos o PacoPizza que tem até pizza de quatro queijos, tiramissu e energia quando falta por toda a cidade.

Ficamos amigos do Ricardo que é um dos mais jovens membros da família do PacoPizza. Ele nos explicou que na crise tem que fazer adaptações, inovações e encontrar conexões para achar ingredientes que estão naturalmente muito mais caros.

O italiano dono do nosso hotel que não tem paciência para ficar em fila, disse que nao tem manteiga etc.

Fico impressionada de ver a familia do PacoPizza. Venezuelanos que detestam o governo mas que sao capazes de manter tudo funcionando.

Ainda conhecemos duas pérolas. Chive, que parece o don corleone, sentado vendendo de um tudo. Pescador, produtor de óleo de tubarão, chavista, que senta vendendo um itens, dando conselhos, histórias e ordens.

E é claro Pelele a prata dessa cidade…. Que nos sugeriu visitar dezenas de lugares. Se formos ver tudo que ele nos indicou temos que nos estabelecer aqui por muito tempo. 🙂

No entanto, os EUA fazem sanções, declaram que a Venezuela representa uma ameaça a segurança deles, e Maduro por sua vez pede para governar por decreto!!! E aí será que é hora de partir?

Venezuela- As políticas na fronteira

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Já que estou escrevendo sobre como foi subir o Monte Roraima no meu blog em inglês vou escrever aqui sobre o que vamos descobrindo aos pouquinhos por santa elena.

Santa Elena é a primeira cidade que encontramos na Venezuela depois de cruzar pela BR 174 que vem de Manaus passando por Boa Vista.

Acho que todas as fronteiras de lugares que não são da europa ocidental são meio parecidas. Tem sempre tráfico , contrabando e gente fazendo câmbio de dinheiro.

A Venezuela, como os brasileiros devem estar cansados de saber, está passando um momento difícil, com uma economia colapsando e uma escassez generalizada . As razões para isso são debatidas por todos. Em geral as pessoas que são de espectros políticos distintos tem visões muito diferentes.

Muitas pessoas da esquerda diziam que todos os presidentes antes de Chavez tinham sido piores que ele. O país tinha uma economia mais forte e também tinha mais desigualdade social.

O que eu aprendi até agora? Muita coisa. Só estive em uma província, uma cidade, mas também ouvi viajantes que viajaram pelo resto do país de carro e é claro ouvi dos locais dessa cidade e de outras. Dá para falar que o que eu escrevo aqui é portanto a realidade da Venezuela? Claro que não. No entanto, dá para falar do pouco que vi e ouvi até hoje.

Aprendi de um economista Venezuelano que antes de 58 houve sempre um regime militar que era um legado de guerra de independência. Nos explicou que em 1830 morreu bolívar e se deu então a separação da Venezuela e da Colombia. Em 1958 começou a democracia civil. E foi em 1998 que Chavez ganhou as eleições para a presidencia.

A crise nos explicou começou antes, nos anos 80. E agora sofrem por causa de mais uma queda do petróleo. Nos contou que 70% dos alimentos na Venezuela são importados.

Há frase mais dita aqui é ” No hay.”. Claro que passei a perguntar a todos que encontro desde quando não plantam aqui. E então as informações ficam confusas. Alguns dizem que plantavam e foi parado, outros que terras foram tomadas pelo governo e que ja não plantam mais, e outros explicam que o petróleo resolvia todos os problemas.

Maduro parece não ser muito aceito. No entanto, os que o apoiam explicam que Santa Elena não é a Venezuela. Aqui as pessoas vivem da troca com Brasil. Tudo é mais caro, e o contrabando de gasolina para o Brasil é enorme.

Os carros são velhos. A gasolina no lugar mais caro da Venezuela é de graça para o povo de Boa Vista. Se vê muita gente com carros do Brasil aqui.

Hoje conheci uma taxista maranhense que morava aqui e não pensava em voltar ao Maranhão. “Aqui tudo é mais fácil.”

Também percebemos que todos pegam taxis. Qualquer corrida custa o preço de 100 bolivares ( nem dois reais).

Talvez um dos nossos encontros mais impressionantes tenha sido com dois homens, um que amava Chavez e outro que o odiava.

O que o odiava contou que tinha votado para Chavez. E ele que também odiava Maduro explicou que era do exercito quando Chavez foi eleito pela primeira vez. Disse que todos foram forçados a votar nele. Com seu comandante apontando a arma, ele e seus camaradas foram obrigados a votar em Chavez.

Esse homem confirmou que de fato Chavez tinha dado computadores a todas as criancas na escola como os chavistas nos tinham dito, mas agora no tempo de Maduro explicou que era muito distinto.

Resolvi perguntar ao maior Chavista que conheci sobre isso. Ele ficou perplexo e disse que trabalhou nas eleições e nos explicou o sistema.

O Chavista explicou que o voto era eletrônico e que saia imediatamente um comprovante da votação que ia também para uma urna. O mesmo voto era guardado eletronicamente e num papel dentro da urna. No caso de duvida podia-se abrir e contar.

Resolvemos verificar no pai dos burros, hoje em dia o google e de acordo com a revista Forbes a Venezuela emprega um dos sistemas de votação mais confiáveis e verificáveis do mundo. Tudo que o Chavista explicou estava ali, quem diria, na Forbes. Aprendenos ali também que no final da eleição pegam 52,98 % das urnas para serem abertas aleatoriamente para se confrontar com os dados eletrônicos.

Claro, que constatamos que isso não significava que os soldados não foram obrigados a votar no Chavez mas pelo menos parecia dificultar muito fraude no processo eleitoral.

Isso as vezes me parece o Oriente Médio sao tantas opiniões distintas ao mesmo tempo. Mas fronteira é fronteira nunca dá para saber o que se passa no resto do país…

Estava aqui decidindo que era ora de parar de escrever quando começo uma conversa interessantíssima com mais dois Venezuelanos. Um sociólogo que não gosta de Chavez e outro agrônomo que gosta.
O agrónomo depois de nos contar muitas coisas, nos convidou para nos levar para ver uma pedra na casa de um amigo. A casa é muito bonita e cheia de pedras semi-preciosas.

O dono se diz Cacique Taurepan e defende a prática de botar fogo em tudo. Mora em casa bela, é piadista e não dá para saber o que é mentira e o que é verdade do que diz. André não acredita que ele é índio nem aqui nem na China. Acha que comprou a identidade indígena para ter “muitos benefícios”. Já eu, acho que é índio e sem dúvida corrupto.

O agrônomo nos explica que só nessa provincia tem – coltan, diamante, ferro, silício , bauxita, tório, quartzo, dolomita, timbelita, urânio e muitas outras coisas que não consegui escrever a tempo.

Ele que trabalhou no ministério de proteção ambiental, nos mostra a árvore do país . Aqui se chama Agaraney, que é amarela, quando nos dá o nome científico verificamos para confirmar o que já achava André. Ipê amarelo. Diz que durante o governo de Chavez ele mesmo participou do projeto de reflorestamento de duas províncias. Até o Chavez, disse ele, trabalhou nesses projetos para minimizar a ineficácia. Hoje não há mais dinheiro para esses projetos.

Nos explica que é por causa da presença de tantos minérios que os indígenas queimam. Têm medo da combustão espontânea.

Pergunto a ele: vc gosta do Maduro?

“Soy Chavista pero Maduro se lo cago todo.”